Esse blog é para relatar assuntos referente a educação, qualidade de vida e entender que a educação começa com a emoção e afeto...
O orgulho de ser professor
Quanto mais resistentes e conservadores , mais fechados e isolados no mundo, que fica cada vez menor.
Por favor, Professor. Você não precisa ser tecnicista , nem dominar totalmente a informática, nem ler todos os jornais todos os dias , nem conhecer tudo ou ter todas as respostas, nem mesmo-se você não quiser-ser o melhor professor do mundo.
Eu só quero que volte a ser o ídolo dos seus alunos;quero ver o brilho nos seus olhos, sentir a sua emoção e ouvir você dizer, bem alto e com orgulho:
SOU PROFESSOR.
Por favor, Professor. Você não precisa ser tecnicista , nem dominar totalmente a informática, nem ler todos os jornais todos os dias , nem conhecer tudo ou ter todas as respostas, nem mesmo-se você não quiser-ser o melhor professor do mundo.
Eu só quero que volte a ser o ídolo dos seus alunos;quero ver o brilho nos seus olhos, sentir a sua emoção e ouvir você dizer, bem alto e com orgulho:
SOU PROFESSOR.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
AOERGS em Notícia: Oficina Itinerante em Pelotas
AOERGS em Notícia: Oficina Itinerante em Pelotas: Com organização do NOEPEL (Núcleo da AOERGS de Pelotas) foi realizada uma Oficina Itinerante no município da zona sul do estado, no d...
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
PROJETOS EDUCACIONAIS: Associação de Orientadores Educacionais do RJ
PROJETOS EDUCACIONAIS: Associação de Orientadores Educacionais do RJ: http://www.asfoe.com.br/ A ASFOE é uma Associação de Orientadores Educacionais do RJ, que busca proporcionar aos seus associados cursos de...
Fórum de Orientação Educacional: [orieduc] Cartazes - Educação preventiva
Fórum de Orientação Educacional: [orieduc] Cartazes - Educação preventiva: ---------- Mensagem encaminhada ---------- De: Fernanda Moreira < nandasiren@gmail.com > -- Para ver a página da comuni...
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Auto-Estima da Criança na Fase de Aprendizado da Leitura e Escrita
1. INTRODUÇÃO
Sabe-se que a leitura e a escrita são duas habilidades imprescindíveis para a aquisição de outras habilidades escolares e que as relações educativas realizadas de modo deficiente podem gerar problemas de ordem intelectual e comportamental, tais como a dificuldade de aprendizado (GALVÃO, 1999).
Neste sentido, considera-se o desestímulo como um dos fatores que mais proporciona a baixa produtividade em sala de aula, ocasionando, na maioria das vezes, um grande número de reprovações. Tal situação ocorre quando o aluno não tem gosto pela leitura, não explora o seu próprio potencial de aprendizagem porque não consegue contemplar os saberes que se acumulam historicamente.
A escolha desse tema surgiu por se estimar que textos produtivos são os resultados do hábito da leitura, que deve ser ativado no aluno tanto pela família quanto pela escola através de seus respectivos professores. Essas questões têm sido abordadas por teóricos dedicados a novas teorias, entretanto, o que se percebe é a valorização de ações dos adultos sobre os jovens “obstaculizando ou anulando a capacidade de pensar criticamente dos educandos” (FREIRE, 1994).
Neste caminho, observa-se um fator muito importante na educação e na fase da aquisição da leitura e da escrita, a auto-estima, um elemento que deve caminhar junto com a afetividade, podendo resultar a construção da leitura e da escrita no desenvolvimento da criança. A partir de experiências em consultório e de trabalho escolar, pode-se observar que a criança com baixa auto-estima apresenta maior dificuldade no aprendizado.
A intenção deste artigo é mostrar que o desenvolvimento da auto-estima é um exercício que é anterior à própria cognição, que necessita de um ambiente socializante para progredir e que se aprimora seguindo pedagogias que levam em consideração a noção de movimento de desenvolvimento do ser humano e a possibilidade deste se autoconstruir.
2. A APRENDIZAGEM E A AFETIVIDADE
A capacidade de aprendizagem do aluno depende, dentre outros aspectos, do seu nível de desenvolvimento cognitivo. Portanto, a sua possibilidade de realizar uma determinada aprendizagem está obviamente limitada pelo seu nível de competência cognitiva. Entretanto, na aprendizagem escolar, o problema reside em saber como o professor pode exercer uma influência sobre o processo de construção do conhecimento do aluno, atuando como mediador entre ele e o conteúdo da aprendizagem.
Na construção do saber, é preciso fazer uma distinção entre informação e educação, pois informar é um meio de controlar e de gerenciar pessoas, enquanto que um processo educativo é um processo de mobilização e de dinamização da informação (SODRÉ, 1999).
Assim, torna-se necessário que o professor tradicional dê espaço ao professor mediador, que leva o indivíduo a refletir, a imaginar e a criar. Wallon (2006) defende que o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um simples cérebro. As idéias centrais estão baseadas em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa.
Para Wallon (2006), as emoções têm um papel preponderante no desenvolvimento da pessoa. É por meio delas que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. Em geral, são manifestações que expressam um universo importante e perceptível, mas que é pouco estimulado pelos modelos tradicionais de ensino.
O desenvolvimento da inteligência depende essencialmente de como cada uma faz as diferenciações em relação à realidade exterior. Primeiro porque, ao mesmo tempo, suas idéias são lineares e se misturam – ocasionando um conflito permanente entre dois mundos; o interior, povoado de sonhos e fantasias, e o real, cheio de símbolos, códigos e valores sociais e culturais. E é na solução dos confrontos que a inteligência evolui e a mistura de idéias num mesmo plano, bastante comum nessa fase, é fator determinante para o desenvolvimento intelectual.
Nesse processo, cabe à escola humanizar a inteligência, considerando o indivíduo como um todo. Os elementos como a afetividade, as emoções, o movimento e o espaço físico se encontram num mesmo plano e, assim como as atividades pedagógicas e os objetos, devem ser trabalhados de formas variadas. Os temas e as disciplinas não devem se restringir a trabalhar o conteúdo, mas também a ajudar a descobrir o eu no outro e essa relação dialética ajuda a desenvolver a criança em sintonia com o meio.
Então, o significado de aprender deve ser o de se alcançar uma assimilação ativa. A criança deve aprender a ler durante a educação infantil, levar seus conhecimentos para o ensino fundamental e aprofundá-los no ensino médio, de modo que, no instante final da educação básica, esse jovem tenha desempenho eficiente ou satisfatório na hora de ler um livro ou de escrever um texto para concurso ou vestibular.
Quem lê mais amplia seu conhecimento prévio na hora de redigir, mas, ambas, escrita e leitura, são processos que têm suas especificidades. A palavra escrita não é o espelho da fala e a fala não é, necessariamente, o que se escreve. Não há uma correspondência biunívoca entre a fala e a escrita. Entretanto, deve-se acreditar na leitura como apoio às descobertas e as vivências de cada um.
O processo da leitura e da escrita deve ser trabalhado com afetividade, utilizando a concepção interacionista da linguagem, pois o que sustenta o ato de ler e escrever é a palavra que é usada como mediadora na inter-relação leitor e autor. Nesse contexto, entra o professor, viabilizando o processo de produção de textos junto aos seus alunos. A tarefa deve ser em conjunto, entre o professor e a turma. Cabe ao professor participar da construção do saber do aluno, “propiciando um ambiente amigo, libertador, onde os conflitos, os interesses, as inclinações e os impulsos emergem e fazem parte da aula. É nessa relação que o afetivo e o intelectual se unem (DINIZ, 2003)”.
O professor deve ser o motivador do trabalho, desafiando, incomodando, alertando e sugerindo. E, assim, contribuindo, para o desenvolvimento da auto-estima do aluno, pois essa relação (aluno/professor) afeta de maneira muito significativa o curso da descoberta e do autoconhecimento da criança. Por outro, a família deve exercer seu papel, estimulando-a adequadamente e proporcionando uma perspectiva de felicidade na qual a criança se veja e se relacione com os novos estímulos da melhor maneira possível..
3. ELEMENTOS QUE CONTRIBUEM PARA A AUTO-ESTIMA
A auto-estima é uma sensibilidade desenvolvida na família e na escola, que tem a necessidade de um ambiente socializante para ser desenvolvida. Paralelamente, tem no autoconhecimento a fonte para seu aprimoramento.
Segundo Antunes (2003), a auto-estima é, muito além de querer bem a si mesmo, ter uma visão concreta e realista das limitações e das potencialidades que cercam um indivíduo. Quanto mais se conhece, maior é a possibilidade de adquirir a auto-estima. Neste sentido, atuam a família e o professor (a escola).
3.1. A família
A família é a primeira instituição em que a criança se desenvolve. Nela encontram-se duas figuras importantes para que o desenvolvimento da criança tenha uma evolução positiva: o pai e a mãe. Se essas figuras não estiverem abertas para o novo, o desconhecido, poderão não ter sucesso nas suas funções.
É na família que a criança desenvolve sua auto-estima, pois é papel dos pais a criação de um ambiente propício para fornecer o material necessário, de acordo com suas possibilidades, respeitando o ritmo da criança e, se possível, criando nesse momento da criança um espaço para diálogo, interação, trocas de experiências, atenção e cuidado direcionado para com seus filhos.
A auto-estima vai sendo formada desde o nascimento da criança. Os seus primeiros anos de vida são fundamentais para que ela possa adquirir confiança em si mesma, aprender a se autovalorizar e a se superar em cada desafio. Neste processo, a atitude dos pais tem um papel fundamental no desenvolvimento da auto-estima dos filhos porque estes representam o espelho em que a criança vai formar sua própria imagem. Os pais também são os responsáveis por promover a interação social da criança nos seus diferentes contextos sociais. E é nessa interação, considerada afetiva, que ela desenvolve seus sentimentos de forma positiva, construindo, assim, a sua auto-imagem, que começa desde muito cedo na relação que a criança estabelece com os outros (RAMIREZ, 2008).
A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade de aprendizagem e com seu rendimento. O que uma criança pensa a seu próprio respeito vai depender do que as outras acham dela, assim como todas as experiências vivenciadas vão contribuir para aumentar ou diminuir sua auto-estima. As experiências que resultam em satisfação, conforto, alegria e motivação para aprender mais, vão compor uma auto-estima positiva. Já as que resultam em castigo, rótulos, zombarias e pressões vão contribuir para compor uma auto-estima negativa.
Em outras palavras, se a criança se considera capaz é porque poderá obter sucesso em suas atividades, contribuindo para seu próprio desenvolvimento. Ou, ao contrário, acabará por adotar uma postura que a conduza ao fracasso ao longo de sua vida.
A atitude e os comentários dos pais e dos professores acerca dos sucessos e dos insucessos da criança são decisivos para sua auto-estima, para seu autoconceito. Para isso, é muito importante evitar julgar o comportamento e sim acreditar no seu potencial de mudança.
Também não se deve comparar a criança com as outras, mas sim com ela mesma, aproveitando sua capacidade de produção. Orientar a criança na descoberta de outras maneiras de se obter melhores resultados é uma tarefa diária e envolve afetividade. Segundo Hellinger (1998), para a cura, é importante restaurar a ordem natural do amor na família.
3.2. O professor
A expectativa do professor sobre a potencialidade do aluno é altamente significativa. Muitas vezes, ele não acredita no desempenho do aluno e na predisposição deste para a aprendizagem. É muito comum que o professor desenvolva um conceito prévio a respeito do aluno.
Permanentemente, caberia ao educador o papel de acolher, nutrir e sustentar o educando, permitindo que ele se desenvolvesse. O que corresponde a um ato “amoroso”, um ato de acolhimento de suas dificuldades, incertezas, dúvidas e limites. O ato “amoroso” é estar ciente de que o papel do educador é dar suporte para que o aluno se desenvolva mais, se torne mais senhor de si, mais autônomo, mais independente (LUCKESI, 2000).
Uma escola mais democrática, através da figura do educador, não deve gerar o sentimento de culpa no aluno, mas sim o sentimento de limitação, que faz com que ele descubra os caminhos para o aprendizado. Quando o professor vê que um aluno é capaz de apresentar suas idéias de maneira lingüística, emocional, espacial e lógico-matemática, é porque ele colaborou para o desenvolvimento da auto-estima deste aluno.
Essa pedagogia exige uma necessidade de vínculo e de comprometimento na relação professor-aluno. É mais trabalhosa e vai exigir um conhecimento específico do profissional, facilitando o desenvolvimento do seu trabalho. O que deve ser mudado não são necessariamente os instrumentos, mas sim a postura de uso. Como, por exemplo, observando como o aluno está manifestando a aprendizagem que teve; qualificando sua realidade; decidindo a respeito dessa realidade e vendo como essa realidade pode vir a ser melhor.
4. CASO CLÍNICO
Um aluno de 12 anos, filho de pais separados, vivenciou aos 6 anos sua primeira experiência negativa na escola. A professora o vestiu de palhaço e o mandou “desfilar” entre os colegas. Essa situação, aliada à falta de estrutura familiar, provocou a sua dificuldade de aprendizagem escolar. A queixa da família era que ele se esquecia do conteúdo e das atividades desenvolvidas no ambiente escolar e não havia comprometimento de sua parte para com seu aprendizado. Até o 5º ano, a sua capacidade de aprendizagem não foi explorada devidamente, nem pela família nem pela escola. A própria família o guiou pela trajetória, mas acabou por limitar seu desenvolvimento cognitivo. Há dois anos vem tendo acompanhamento psicológico em consultório.
As táticas que vêm sendo utilizadas com ele envolvem desenvolver positivamente a auto-estima e trabalhar a família e a escola, desconstruindo (todos) os conceitos já formados, para que ele possa ter um olhar mais positivo dessas figuras. Por exemplo, ao desconstruir, não deve existir, por parte do especialista e de todos os envolvidos com a criança, um olhar quantitativo de sua produtividade escolar (nota). No consultório, o que se espera da criança é um rendimento qualitativo: participação, melhora da auto-estima, autoconhecimento e afetividade.
Atualmente é visível a sua evolução tanto no comportamento quanto em relação às notas. Já se relaciona com mais facilidade com os grupos, mantendo amigos. A família encontra-se mais harmoniosa e a escola mais preparada para esse olhar. Assim como sua auto-estima progrediu de modo esperado e, conseqüentemente, mais afetuoso, diminuindo, desta forma, seus conflitos internos, seus conflitos com a família e com a escola.
5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Sabe-se que a escola é uma instituição projetada para transmitir o conhecimento e desenvolver as habilidades que as crianças necessitam para se converter em membros produtivos na sociedade. A partir deste trabalho, conclui-se que, se o processo de educação for favorável, pode-se desenvolver a saúde mental das crianças, pois estas passam muitas horas na escola: 4 horas por dia, 5 vezes por semana, somando um total de 36 semanas ao ano.
O papel do aprendizado escolar na sociedade contemporânea é um exemplo da interdependência complexa das mudanças biológicas e socioculturais que intervêm no desenvolvimento da criança. Quando existem dificuldades no aprendizado, as causas devem ser buscadas tanto na escola quanto na família, não se limitando ao exame mental da criança.
A importância da criança dentro da família é recente e vem sofrendo grandes mudanças que influenciam negativamente no seu desenvolvimento, fazendo surgir novas dificuldades que os pais não estão conseguindo dar conta sozinhos. Na tentativa de acertar, às vezes, os pais assumem uma postura movida por intenções destrutivas, inconscientemente, não dando importância às pequenas experiências de vida de seus filhos, mantendo a impressão de que estes existem em um mundo incompreensível ou que a sua capacidade é insuficiente. Com isso, cresce o número de especialistas da área infanto-juvenil com a proposta de desenvolver teorias e técnicas para ajudar nessa tarefa.
Em relação ao professor, este precisa “se incomodar” com o que realiza na escola e com o aluno, o que envolve os atos, a conduta, os hábitos e a própria relação. Essa preocupação vai propiciar uma mudança interna no aluno. A atitude amorosa vai dar mais trabalho, mas será profundamente mais construtiva.
Na medida em que o educando for acolhido e “confrontado”, ele vai internalizar a qualidade nova como um desejo dele e não porque o professor está dizendo. O acompanhamento do processo da construção do conhecimento da aprendizagem implica em instrumentos de acompanhamento. Cabe ao professor utilizar uma visão pedagógica, portanto, seu planejamento deve representar um ato de precisão diante das condições existentes para o futuro.
Com base no caso clínico, observou-se, também, que a auto-estima exige assertividade. Ela é o elo entre o gostar e o assimilar, o sofrer e o aprender, o partir e o chegar, o perder e o ganhar, dando sentido à vida, sendo muito mais importante no processo de ensino-aprendizagem do que se imagina. A auto-estima é a ferramenta que movimenta os estímulos para gerar bons resultados dessas relações, fornecendo à criança o equilíbrio para sentir-se segura em qualquer situação de sua vida, pois a emoção está para a razão assim como o prazer está para o aprendizado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANTUNES, C. Auto-estima na educação. Entrevista. Editora Ciranda Cultural / Atta Mídia e Educação. Série Encontros, VHS, 2003.
DINIZ, M. V. A afetividade no processo da leitura e da escrita. Trabalho de conclusão de curso. Escola Municipal Rio Grande do Sul – RJ, 2003.
FREIRE, P. Pedagogia da esperança – Um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1994.
GALVÃO, I. Henri Wallon – Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis, Vozes, 1995.
HELLINGER, B. A simetria oculta do Amor. 5ª Ed. Cultrix, São Paulo, 1998.
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem – Análise crítica e proposições. Entrevista. Entrevista. Editora Ciranda Cultural / Atta Mídia e Educação. Série Encontros, VHS, 2000.
RAMIREZ, V. S. D. Desenvolvendo sentimentos de auto-estima e autoconfiança nas crianças. Megafone. Rede Cidadania na Comunicação, 2008. Disponível em: < http://megafone.inf.br/modules/noticias/article.php?storyid=436>.
SODRÉ, M. Cultura, diversidade cultural e educação. In: TRINDADE, A. L. da e SANTOS, R. dos. Multiculturalismo – Mil e uma faces da escola. Rio de Janeiro, DP&A, 1998.
WALLON, H. A evolução psicológica da criança. São Paulo, Martins Fontes, 2006.
Autora: ÂNGELA COSTA MARQUES - DEZ ANOS DE TEORIA E VIVÊNCIA COM CRIANÇAS, ADOLESCENTES, FAMÍLIAS E ESCOLA. ATUALMENTE PSICÓLOGA DO COLÉGIO NACIONAL/RJ. DESENVOLVE TRABALHOS COM ESTUDANTES DE PSICOLOGIA E PEDAGOGIA EM GRUPOS DE ESTUDO TENDO A VIVÊNCIA COM SUPERVISÃO
Crianças que se exercitam tiram notas mais altas, diz estudo
Crianças que se exercitam mais --seja no intervalo entre as aulas, no caminho para a escola ou em aulas de educação física-- tendem a apresentar melhor desempenho escolar, segundo uma pesquisa publicada na revista "Archives of Pediatric & Adolescent Medicine", dos Estados Unidos.
O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Vrije, de Amsterdam, analisou 14 pesquisas realizadas nos EUA, Canadá e Africa do Sul que compararam a atividade física dos estudantes com seus desempenhos em provas de matemática, linguagem, raciocínio lógico e memória.
O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Vrije, de Amsterdam, analisou 14 pesquisas realizadas nos EUA, Canadá e Africa do Sul que compararam a atividade física dos estudantes com seus desempenhos em provas de matemática, linguagem, raciocínio lógico e memória.
| Estudo analisou desempenho em matemática, linguagem, raciocínio lógico e memória de crianças que se exercitam |
A maior pesquisa envolveu 12 mil crianças e adolescentes americanos entre 12 e 18, que foram acompanhados por até dois anos.
Uma das pesquisadoras, Amika Sing, disse que as escolas deveriam priorizar os tanto exercícios quanto os aspectos acadêmicos e que as famílias poderiam ter a mesma atitude em casa.
"Pode ser ir para a escola de bicicleta... Qualquer tipo de atividade física que você pode imaginar. Não significa apenas a aula padrão de educação física.", disse Singh. Ela sugere que, na sala de aula, sejam feitos intervalos a cada meia hora, para as crianças se levantarem e fazerem algo.
Dentre os 14 estudos analisados, dez eram observacionais: os pesquisadores faziam perguntas aos pais, professores e aos próprios estudantes sobre seu grau de atividade e depois seguiam-nos por um tempo --de alguns meses a alguns anos-- para acompanhar seu desempenho acadêmico.
Nos outro quatro estudos, um grupo de crianças ganhava um tempo extra para aulas de educação física e prática de exercícios e tinha seus resultados em testes comparados com os de um grupo de crianças que não tinha ganhado esse tempo a mais.
Quando os pesquisadores perguntaram aos estudantes quanto tempo eles passavam se exercitando, descobriram que aqueles que se exercitavam mais iam melhor na sala de aula.
Em um dos estudos dos Estados Unidos, alunos que tiveram 90 minutos extra de atividade física por semana foram melhor em testes de soletração, leitura e matemática, além de terem ganhado menos peso nos três anos seguintes.
Segundo os pesquisadores, isso pode ocorrer porque crianças se comportam e se concentram melhor quando se exercitam, ou porque a atividade aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro e melhora o humor de quem a pratica.
Os autores lembram que, como poucas pesquisas de alta qualidade metodológica exploraram a relação entre atividade física e desempenho acadêmico, mais estudos do gênero são necessários para entender os efeitos do exercício no desempenho escolar.
Uma das pesquisadoras, Amika Sing, disse que as escolas deveriam priorizar os tanto exercícios quanto os aspectos acadêmicos e que as famílias poderiam ter a mesma atitude em casa.
"Pode ser ir para a escola de bicicleta... Qualquer tipo de atividade física que você pode imaginar. Não significa apenas a aula padrão de educação física.", disse Singh. Ela sugere que, na sala de aula, sejam feitos intervalos a cada meia hora, para as crianças se levantarem e fazerem algo.
Dentre os 14 estudos analisados, dez eram observacionais: os pesquisadores faziam perguntas aos pais, professores e aos próprios estudantes sobre seu grau de atividade e depois seguiam-nos por um tempo --de alguns meses a alguns anos-- para acompanhar seu desempenho acadêmico.
Nos outro quatro estudos, um grupo de crianças ganhava um tempo extra para aulas de educação física e prática de exercícios e tinha seus resultados em testes comparados com os de um grupo de crianças que não tinha ganhado esse tempo a mais.
Quando os pesquisadores perguntaram aos estudantes quanto tempo eles passavam se exercitando, descobriram que aqueles que se exercitavam mais iam melhor na sala de aula.
Em um dos estudos dos Estados Unidos, alunos que tiveram 90 minutos extra de atividade física por semana foram melhor em testes de soletração, leitura e matemática, além de terem ganhado menos peso nos três anos seguintes.
Segundo os pesquisadores, isso pode ocorrer porque crianças se comportam e se concentram melhor quando se exercitam, ou porque a atividade aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro e melhora o humor de quem a pratica.
Os autores lembram que, como poucas pesquisas de alta qualidade metodológica exploraram a relação entre atividade física e desempenho acadêmico, mais estudos do gênero são necessários para entender os efeitos do exercício no desempenho escolar.
sábado, 17 de março de 2012
Avaliação
Como fazer Avaliação Diagnóstica
By Roseli Brito
Início do ano, turma nova, Escola nova, enfim, como começar o trabalho com os alunosNem pense em iniciar o trabalho pedagógico partindo da premissa do que você ACHA que os alunos já sabem. É preciso investigar, avaliar, levantar o que de fato a turma já sabe e o que ainda ela não sabe.
O instrumento para fazer isso é realizar a Avaliação Diagnóstica, que tem o objetivo de verificar a presença e a ausência dos pré-requisitos de aprendizagem adquiridos, ou não, na série anterior.
Não há um modelo de Avaliação Diagnóstica, cada Professor, conforme sua disciplina e os pré-requisitos que precisam ser trazidos da série anterior, é quem elabora atividades que levantem o que o aluno sabe e o que ele ainda não aprendeu.
1) Quando e porquê realizar a Avaliação diagnóstica:
. Realizada no início do curso, período letivo ou unidade de ensino
. Tem a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não domínio dos pré-requisitos necessários (conhecimentos e habilidades) para novas aprendizagens, caracterização de eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas (cognitivo)
. Função: diagnosticar
. Serve para identificar alunos apáticos, distraídos, desmotivados (comportamentos)
De posse dos resultados da avaliação diagnóstica será possível o Professor ajudar os alunos das seguintes formas:
. Estimular o relacionamento entre os alunos, através de jogos e atividades dinâmicas
. Criar intervenções pedagógicas específicas que auxiliem o aluno a superar dificuldades
. Criar Rotinas que reforcem o comportamento positivo dos alunos
. Realizar mudanças no ambiente da sala de aula que favoreça o aprendizado
. Adotar novas práticas de ensino que estimulem a participação da turma
2) O QUE AVALIAR: Levantar Pré-Requisitos da série anterior
Muitos Professores sempre mandam email pedindo modelos prontos de avaliação diagnóstica. Creio que isso deve-se ao fato de que, para o Professor, não há a clareza do que ele deve levantar neste tipo de avaliação.Quando você conhece o que deve diagnosticar, basta você criar atividades pertinentes a sua disciplina, e isso é algo que você já está acostumado a fazer quando elabora as tarefas, as provas, as dinâmicas, os textos, os vídeos, enfim, quando você elabora a sua aula.Você precisa ter claro que deve verificar os objetivos e metas a serem atingidos na série atual, e levantar quais são os pré-requisitos que o aluno já deve ter adquirido na série anterior.Por motivos óbvios, não é possível fazer neste artigo, um detalhamento de todos os pré-requisitos para todas as disciplinas e séries, porém a título de ilustração, tomarei como exemplo um aluno que ingressa no 6º. Ano, e que o Professor de Matemática precisa levantar se este aluno traz os pré-requisitos
necessários para cursar o 6º. Ano e atingir os objetivos estabelecidos para esta série.- Situação : O Aluno está matriculado no 6º. Ano (verificar quais são os objetivos desta série no que refere-se à Matemática).
- Levantar quais são os pré-requisitos que esse aluno deve ter , em Matemática, ao chegar no 6º. Ano
- Exemplos de pré-requisitos que o aluno já deve trazer do 5º. Ano em Matemática:
. Operações Fundamentais
- adição, subtração, multiplicação e divisão
- algoritmos das operações fundamentais
- utilização das operações fundamentais como ferramenta para a resolução de problematizações
- cálculo mental
. Frações
- conceito e representações
- leitura e escrita
- comparação de frações
- frações discretas e contínuas
- cálculo de fração de quantidade
- frações equivalentes
- simplificação
- operações com frações
- resolução de problemas envolvendo frações
. Porcentagem e Gráficos:
- conceito de porcentagem a partir das frações decimais
- cálculo de porcentagem através de frações equivalentes
- resolução de problemas envolvendo cálculos de porcentagem
- desenvolvimento de procedimentos e estratégias para coleta de dados e informações em pesquisa de diversas naturezas
- construção de procedimentos de apresentação de dados coletados
- construção, leitura e interpretação de diferentes tipos de representações gráficas (barra, linha, setores)
. Geometria: Medidas, Formas e Construções Geométricas
- conceitos: ponto, linha, superfície, vértice, aresta, ângulo
- linguagem geométrica
- polígonos
- triângulos e quadrilátero
- propriedades dos triângulos
- conceitos: escalas e simetria
- construções geométricas com o auxílio do compasso e do transferidor
- ampliação e redução de figuras
- sólidos geométricos
3) Como Avaliar: Instrumentos de avaliação
Existem diversos recursos e práticas de ensino disponíveis que podem ser utilizados no momento da avaliação diagnóstica. Idealmente, selecione mais de um dos instrumentos abaixo :
. Pré-teste;
. Auto-avaliação;
. Observação;
. Relatório;
. Prova;
. Questionário;
. Acompanhamento;
. Discussão em grupo;
. Estudos de caso (análise de estudos de casos com o objetivo de identificar como o aluno responde à avaliação);
. Fichas de avaliação de problemas (trabalhar com modelos de fichas de avaliação), etc.A utilização dos instrumentos deve ser adequada ao contexto em que o professor se encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas possibilitam esses instrumentos de avaliação.Não se surpreenda se, ao analisar os resultados levantados na Avaliação Diagnóstica você tenha de fazer ajustes no Planejamento. Afinal, quando o Planejamento é criado, o aluno ainda não foi avaliado, e portanto, o Planejamento é elaborado com base em um aluno “ideal”, e portanto, é um Planejamento longe da realidade dos alunos, pois o Professor o elabora baseado em suposições e não em dados reais.O fato é que, quando as aulas começam a situação mostra-se outra: alunos com defasagens de aprendizado, com dificuldades em determinados conteúdos, e sem os pré-requisitos necessários para cursar aquela série.E antes que você reclame que realizar a Avaliação Diagnóstica é uma “perda” de tempo porque você tem que “dar conta” do Planejamento até o final do ano, já lhe aviso: o objetivo maior que você deve cumprir é criar todas as condições para que todos os alunos adquiram as competências necessárias de aprendizado e não apenas para cumprir o Planejamento.
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